quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Oficina de Criatividade - o que é?


A Oficina de Criatividade é uma área ainda muito desconhecida da Psicologia.  Ela é um espaço que favorece a elaboração das experiências individuais e coletivas, através do uso de recursos expressivos (o ponto chave dessa modalidade), que favorecem o desvelamento de temas que não são expresso pela fala.

O trabalho do psicólogo com grupos em uma oficina de criatividade é de extrema importância, pois se pode auxiliar os indivíduos no florescimento de suas potencialidades por meio das atividades criativas propostas.

Seu objetivo não é a elaboração de um trabalho “bonito”, “certo”, nem a criatividade por ela mesma, mas sim facilitar a reexperimentação de sentido, devolvendo ao indivíduo o seu caráter de pertença social.

Os recursos expressivos proporcionam uma aprendizagem por meio da experiência, possibilitando que, por meio dos temas trabalhados, os participantes tenham a oportunidade de se perceber afetivamente, uma vez que eles promovem o olhar para si. As atividades desenvolvidas nas Oficinas não são o objetivo final, mas sim uma forma de conhecer a si mesmo e ao outro.

As Oficinas possibilitam o espaço para novas formas de escuta, assim como diferentes formas de se relacionar e discutir problemas, o que possibilita encontrar soluções coletivas, uma vez que a forma de compreensão de um indivíduo pode facilitar para a compreensão de outros sujeitos do grupo.

O oficineiro:

Cabe ao oficineiro ser um facilitador do grupo, acompanhando, acolhendo e direcionando seus participantes de acordo com a demanda que estes trazem.

A demanda do grupo muitas vezes caminha para um rumo diferente daquele que o oficineiro esperava e cabe a ele usar da sua própria criatividade para remanejar a atividade programada.

Os passos:

1º - introdução: neste primeiro momento, o oficineiro faz uma preparação, fazendo com que os participantes foquem em si mesmos;

2º - atividade: aqui, os participantes executam a tarefa trazida pelo oficineiro, em um tempo determinado;

3º - discussão: neste momento, todos compartilham como foi realizar a atividade, e o oficineiro direciona a discussão a fim de que os participantes falem dos seus sentimentos desencadeados durante a atividade ou pela fala de outros.

Nas próximas postagens, vamos falar um pouquinho mais da nossa experiência.

Referências: 

AFONSO, L. Oficinas em dinâmica de grupo: um método de intervenção psicossocial. Belo Horizonte: Edições do Campo Social, 2002.

CUPERTINO, C. M. B. Espaço de criação em Psicologia: oficinas na prática. São Paulo: Annablume, 2008.

HALPERN-CHALON, M. O processo de aprendizagem vivencial semeando o desenvolvimento humano. In: CUPERTINO, C. M. B. Espaço de criação em Psicologia: oficinas na prática. São Paulo: Annablume, 2008.

JORDÃO, M. P. Oficinas em aconselhamento: um processo em andamento. In: MORATO, H. T. P (org.). Aconselhamento psicológico centrado na pessoa: novos desafios. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999.

OSTRONOFF, V. H; FAVERO, C. B e BALDIN, P. D. Uma experiência de supervisão em oficinas de criatividade. In: CUPERTINO, C. M. B. Espaço de criação em Psicologia: oficinas na prática. São Paulo: Annablume, 2008. 


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