A Oficina de
Criatividade é uma área ainda muito desconhecida da Psicologia. Ela é um espaço que favorece a elaboração das
experiências individuais e coletivas, através do uso de recursos expressivos (o
ponto chave dessa modalidade), que favorecem o desvelamento de temas que não
são expresso pela fala.
O trabalho
do psicólogo com grupos em uma oficina de criatividade é de extrema
importância, pois se pode auxiliar os indivíduos no florescimento de suas
potencialidades por meio das atividades criativas propostas.
Seu objetivo
não é a elaboração de um trabalho “bonito”, “certo”, nem a criatividade por ela
mesma, mas sim facilitar a reexperimentação de sentido, devolvendo ao indivíduo
o seu caráter de pertença social.
Os recursos
expressivos proporcionam uma aprendizagem por meio da experiência,
possibilitando que, por meio dos temas trabalhados, os participantes tenham a
oportunidade de se perceber afetivamente, uma vez que eles promovem o olhar
para si. As atividades desenvolvidas nas Oficinas não são o objetivo final, mas
sim uma forma de conhecer a si mesmo e ao outro.
As Oficinas
possibilitam o espaço para novas formas de escuta, assim como diferentes formas
de se relacionar e discutir problemas, o que possibilita encontrar soluções
coletivas, uma vez que a forma de compreensão de um indivíduo pode facilitar
para a compreensão de outros sujeitos do grupo.
O
oficineiro:
Cabe ao
oficineiro ser um facilitador do grupo, acompanhando, acolhendo e direcionando
seus participantes de acordo com a demanda que estes trazem.
A demanda do
grupo muitas vezes caminha para um rumo diferente daquele que o oficineiro
esperava e cabe a ele usar da sua própria criatividade para remanejar a
atividade programada.
Os passos:
1º -
introdução: neste primeiro momento, o oficineiro faz uma preparação, fazendo
com que os participantes foquem em si mesmos;
2º -
atividade: aqui, os participantes executam a tarefa trazida pelo oficineiro, em
um tempo determinado;
3º -
discussão: neste momento, todos compartilham como foi realizar a atividade, e o
oficineiro direciona a discussão a fim de que os participantes falem dos seus
sentimentos desencadeados durante a atividade ou pela fala de outros.
Nas próximas
postagens, vamos falar um pouquinho mais da nossa experiência.
Referências:
CUPERTINO, C. M. B. Espaço de criação em Psicologia: oficinas na prática. São Paulo: Annablume, 2008.
HALPERN-CHALON, M. O processo de aprendizagem vivencial semeando o desenvolvimento humano. In: CUPERTINO, C. M. B. Espaço de criação em Psicologia: oficinas na prática. São Paulo: Annablume, 2008.
JORDÃO, M. P. Oficinas em aconselhamento: um processo em andamento. In: MORATO, H. T. P (org.). Aconselhamento psicológico centrado na pessoa: novos desafios. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999.
OSTRONOFF, V. H; FAVERO, C. B e BALDIN, P. D. Uma experiência de supervisão em oficinas de criatividade. In: CUPERTINO, C. M. B. Espaço de criação em Psicologia: oficinas na prática. São Paulo: Annablume, 2008.

Nenhum comentário:
Postar um comentário